11 de julho de 2014

Frida Kahlo


Transcendental, enigmático e único, assim é o estilo de se vestir que a pintora mexicana Frida Kahlo manteve ao longo de sua vida. Suas roupas exuberantes chamavam a atenção de todos nos encontros aos quais comparecia. Tendo no círculo de amigos nomes como Pablo Picasso e André Breton; além do revolucionário Leon Trotsky e do poeta Pablo Neruda, Frida se fazia notar não só pela personalidade forte, mas também pela excentricidade das suas roupas. Sua influência no mundo da moda foi tanta que Paul Gaultier resolveu resgatar o seu legado, assim como fizeram Dolce & Gabbana, Christian Lacroix, McQueen, entre muitos outros. Sua herança se converteu em uma extensa fonte de inspiração. Esse infográfico, que descreve as marcas de seu estilo, é uma amostra disso.

Infografía de STYLIGHT.com.br


Frida Kahlo: A beleza em cada detalhe

Sua musa preferida era ela mesma, pois na hora de se vestir, Frida estudava os detalhes das combinações entre rendas, texturas e estampas diferentes com o mesmo cuidado que planejava a pintura de um de seus autorretratos. Kahlo projetava através de sua imagem características como força, independência, autonomia e vitalidade. Gostava de combinar a roupa com exageradas joias, xales e coroas de flores entrelaçadas nos longos cabelos. Colocava a sua alma em sua maneira de se vestir e procurava assim expressar através das roupas a força que faltava ao seu corpo fragilizado pela pólio e pelo fatídico acidente de trânsito pelo que passou. Ela demonstrava sem hesitar todo o seu amor pelo México e se orgulhava de seus vestidos de tehuana, blusas huipil e saias floridas. O impacto de seu estilo na época foi tamanho que a designer Elsa Schiaparelli chegou a criar um vestido em sua homenagem, o Robe Madame Rivera, naquela época.
Com as roupas, ela também escondia problemas físicos, a dor derivada das inúmeras cirurgias pelas quais passou, a solidão, a tristeza. Sua saúde a deixou inválida fisicamente e o seu companheiro, o pintor Diego Rivera, o fez emocionalmente. A maneira com que reagiu ao divórcio foi mais uma prova de como seu estilo era um espelho de sua condição psicológica. Depois da separação, renunciou provisoriamente àquilo que o ex marido mais amava nela: a feminilidade de ruas roupas. Frida cortou o cabelo, passou a vestir trajes de homem e celebrou assim o luto da união perdida por um bom tempo. Quando precisava se renovar, ela alterava também seu estilo de se vestir. Suas icônicas sobrancelhas, por exemplo, não deixavam ninguém indiferente e viraram marca registrada da artista. Em uma carta que escreveu para seu ex-marido Diego Rivera, confessou uma vez com orgulho e satisfação: “Em todas as reuniões que eu assistir e onde eu estiver, o foco é sempre eu: meus lindos trajes bordados de indígena com meus cocares de flores e minha invalidez”.


Um legado para a cultura contemporânea

O legado de Frida é um reflexo dela mesma: um tesouro artístico difícil de categorizar, mas fácil de interpretar. Nos últimos 20 anos a imagem de Frida Kahlo e sua influência foram incorporados ao mundo pop. As coroas de flores são peça registrada no estilo de Lana del Rey; Madonna, em entrevista à revista Vanity Fair, confessou ser Frida a sua artista predileta; a banda Cold Play intitulou um disco de Viva la Vida, com base em um quadro da pintora; Emeli Sandlé tem no braço uma imagem de Frida e participou do documentário Under My Skin, onde narra a vida da mexicana… São incontáveis as marcas dela na cultura atual e também os registros de sua presença em esferas como a música, a literatura, as artes plásticas e a moda. Frida é mais do que um grande talento e fonte de inspiração, é um símbolo de como o estilo de se vestir pode se transformar em uma arte por si próprio.

Fonte: http://www.stylight.com.br/Love/O-Estilo-De-Frida-Kahlo/

3 de julho de 2014

Mais uma receitinha vegana: BOBÓBORA

Para fazer: reaproveitamento de caixas de sapato

caixa_
Tem material que não deve ir de jeito algum parar na lata de lixo! E um deles é a caixa de sapato! Como é versátil e útil em projetos “do it yourself”! Se você tem algumas caixas de sapatos guardadas em casa, nem pense em dar um fim, inspire-se com uma das ideias deste post e mãos à obra!
Para guardar tudo: espie as imagens logo no mosaico acima. Caixas encapadas de tecido ou papel se tornam excelentes prateleiras para organizar o home office ou ateliê. Podem ser usadas com tampa na horizontal ou dispostas em pé como nichos. O resultado é ótimo visualmente e também bastante econômico. Você gasta apenas com papel e tecido e ganha uma prateleira novinha em folha! O modelo que organiza rolos de fita é superútil para as artesãs!
organizacao
Gaveta organizada: outra ideia genial com as caixinhas sobrando é uni-las para criar nichos dentro de gavetas. Com diferentes tamanhos de caixas, é fácil agrupar materiais e objetos de escritório. Então, na hora de abrir a gaveta, nada se mistura e você acha rapidinho o que procura. Faça o teste! Basta encapar com papel e colar as paredes das caixas. Para deixar o projeto ainda mais fofo, lance mão de “washitapes”, aquelas fitas adesivas decoradas.
encapada
Caixa que vira cesta: põe o dedo aqui quem não amaria ter caixas com alças para guardar produtos prontos ou materiais aí em seu ateliê. A bagunça fica em ordem e o ambiente decorado! Nesta versão com fitas, vale para presentear como embalagem personalizada.
nichos
Depois de tantas ideias, você ainda teria coragem de jogar uma caixa de sapato fora? Use papéis de presente, folhas de revista e restos de tecido para compôr os novos objetos! O projeto de upcycling é fácil e sustentável!

2 de julho de 2014

Por favor, me surpreenda!

Tenho uma confissão a fazer: não gosto de surpresas. Sei que muita gente acha isso essencial ao convívio, mas não é meu caso. Toda vez que alguém anuncia que tem uma surpresa, eu sofro. Deve ser trauma, pode ser culpa, mas talvez seja bom senso.
Lembro de uma amiga, psicóloga, que me contou sobre um paciente dela. O sujeito vivia se queixando de que o sexo com a mulher dele era chato e previsível. Pois um dia, depois de muito reclamar, ele chegou em casa e a mulher, normalmente passiva, o esperava na cozinha de sandália alta e trajes menores, e se atirou sobre ele. O cara levou um susto enorme, seus membros inferiores encolheram, (como ocorre com os homens assustados) e ele retornou à analista, no dia seguinte, dizendo que queria a mulher dele de volta – aquela tímida e previsível, como ele gostava.
Podem rir, mas essas coisas acontecem o tempo todo.
Um amigo me contou sobre a namorada que um dia foi apanhá-lo no trabalho com uma peruca loira, tipo Marilyn Monroe. Ele demorou a reconhecê-la e, mesmo depois de perceber quem era, entrou no carro incomodado, sentindo-se desconfortável. “Não era a minha garota”, ele me disse. Claro que não era. Ela estava fantasiada para realizar uma fantasia, mas tinha se esquecido de combinar com ele. O cara detestou, ela ficou desapontada com a falta de imaginação e receptividade dele, e o namoro começou a fazer água bem ali. Bela surpresa.
A favor do meu ponto de vista, nem vou invocar aquela máxima cínica (e certeira) que recomenda não chegar de viagem sem avisar a parceira (ou parceiro). O gesto romântico de surpreender a namorada um dia antes do previsto já causou muita separação – sem falar em violência e crime.
Com o risco de ser sexista, acho que talvez exista uma diferença na forma como homens e mulheres vêem essas coisas. Tenho a impressão de que na mente das mulheres as palavras surpresa e erotismo andam enlaçadas. O homem perfeito, a melhor transa, o romance inesquecível – tudo isso parece estar associado ao inesperado. Enquanto os homens abraçam os hábitos com a felicidade de quem veste uma calça velha, as mulheres se inquietam com a repetição. Parecem precisar do estímulo da novidade, ainda que seja uma mera encenação – como a moça de peruca no carro do amigo. Por alguma razão que a vasta maioria dos homens desconhece, mulheres exigem a ruptura da rotina para terem paz. Olham para a sua cara na tarde de sábado como quem pergunta: “e aí, não vai fazer nada heróico, espetacular ou incrivelmente sedutor para mostrar que me ama”? A Emma Bovary que há em cada uma delas exige novidades.
Isso tudo, evidentemente, no terreno afetivo. Quando se trata do dia-a-dia, a tendência das mulheres é ficar brava se você atrasa, não telefona, não faz, não paga, não vai. A imprevisibilidade (alguém já disse?) é a virtude dos amantes. Dos maridos e namorados espera-se o cumprimento atencioso da lei e a manutenção pacífica da ordem – no horário de serviço. Depois, seria de se esperar que o esforçado provedor virasse um Don Juan intrépido, capaz de escalar a sacada com um maço de flores e disposição infatigável (e ademais, poética) para os embates do amor. 
Estou exagerando, claro. Conheço dezenas de casais que se acomodaram à rotina como quem se deita numa rede depois do almoço, de forma absolutamente confortável. Mas a verdade é que eu não sei (quem sabe?) o que se passa na cabeça das mulheres desses casais. Estariam felizes? A literatura histórica e moderna sugere que não. Ao menos não inteiramente. O romantismo delas parece não caber numa relação 3x4, preto e branco, sala cozinha e banheiro, barba e cabelo, cama e mesa.
Quando eu era criança, ouvia minha mãe cantar na cozinha uma música que dizia exatamente isso: “Lembro-te agora/ Que não é só casa e comida/ Que prende por toda vida/ O coração de uma mulher”. Descobri, anos depois, que se tratava de um samba de Ataulfo Alves que ficou famoso na voz da Dalva de Oliveira. O nome é “Errei, sim”. Lindo. Foi composto em 1950, mas ainda faz sentido. Quem não conhece pode escutar aqui, com a Paula Toller, num vídeo simpático de celular.
Por isso tudo, os homens capazes de surpreender levam vantagem na relação com as mulheres, mas eles são poucos. Passado o entusiasmo inicial, quando o cérebro funciona 100% do tempo no modo sedução, quase todos se deixam largar no sofá e se acomodam. É preciso ser um apaixonado aplicado para continuar pensando no que faria a sua mulher feliz – e dar-se ao trabalho de surpreendê-la. Encher o iPod com as músicas favoritas dela antes de entregá-lo de presente, por exemplo. Ou marcar uma viagem na data do aniversário de namoro sem avisá-la. Essas atenções parecem fazer toda a diferença. Não são grandes surpresas, eu sei, e talvez seja melhor assim – as pessoas sonham com grandes emoções e enormes arrebatamento, mas talvez precisem apenas de afeto, claro e simples.
(Ivan Martins escreve às quartas-feiras)

Café Restaurante Cicero

Sente o vizú desse restaurante italiano, mais precisamente romando,  decorado pelo artista Tommaso Guerra.
Esses lustre deram uma super bossa!
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Casa que parece galpão antigo está sempre aberta aos amigos

A casa da editora de arte Sonia Aversa é toda integrada para os amigos circularem livremente, com cores vibrantes nas paredes e um bonito jardim.









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