20 de novembro de 2017

É tempo de recomeçar...


Hoje me dei conta que o último post foi em dezembro de 2015... Tanta coisa aconteceu de lá para cá... Tantas mudanças... Mas o que não é a vida senão movimento? Hoje me dei conta que não adianta ficar querendo buscar o melhor momento porque talvez esse nunca chegue... Que o melhor momento é o aqui e agora, e este só depende de mim, única e exclusivamente de mim!
Há muito para se organizar, muito mesmo, mas decidi não esperar mais... 
A Lojinha foi reaberta e agora eu preciso costurar! ♡
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29 de dezembro de 2016

2016: o ano que nos ensinou que é urgente falarmos ‘eu te amo’ e ‘me desculpe’ a quem é importante para nós

O ano de 2016 não foi para os fracos. Parabéns, fomos todos bravos sobreviventes! Além das crises na política e na economia no Brasil, fomos abalados por (outras) grandes tragédias como os ataques terroristas em diversas partes do mundo; a notícia das famílias dizimadas em Aleppo, na Síria, vítimas da guerra – deixando muitas crianças órfãs –; a morte dos jogadores da Chapecoense, de integrantes da comissão técnica do time e de colegas jornalistas no desastre aéreo na Colômbia; entre tantos momentos devastadores. Choramos essas vítimas como se fossem da nossa família, como se fossem próximos a nós.
Mas houve também nossas dores pessoais. Perdemos alguém da família, soubemos da doença de uma pessoa querida, nos afastamos de algum amigo. As reviravoltas insanas e a avalanche de más notícias que 2016 trouxe dia a dia, no entanto, nos mostraram que não devemos deixar para depois uma palavra de carinho a quem amamos, desde alguém da família até amigos, que, como dizem, são a família que nós escolhemos. Falar, espontaneamente, quando der vontade, sem precisar ter de esperar uma data especial para isso.
Diga ‘eu te amo’ àquele amigo que está longe. Faça ele saber agora que ele é querido por você. Amoleça seu coração e peça desculpa àquele parente, mesmo que seja por um inbox, um textão no Facebook ou um áudio no WhatsApp, por um desentendimento que nem foi tão grave assim. Deixe as mágoas para lá. A culpa não foi sua? Não importa: “bandeira branca, amor”, já cantava Dalva de Oliveira.
Dedique um tempo de seu dia a seu filho, mesmo quando o cansaço do trabalho sugue suas forças. Afague seu bichinho de estimação e brinque com ele por, ao menos, alguns minutos.
Afinal, 2016 nos ensinou que a vida não segue um roteiro – e o quão é urgente dizermos ‘eu te amo’ e ‘me desculpe’ a quem é importante em nossas vidas.
Feliz 2017 e que ele seja mais leve e generoso para todos nós!

25 de dezembro de 2016

Nem sempre ficamos com o grande amor de nossas vidas (e tudo bem)

Acredito em um grande amor.
Falo e paquero como se não acreditasse.
Não tenho expectativas frívolas de amor romântico. Não imagino que eu vá me apaixonar perdidamente por alguém. Sou uma daquelas pessoas raras, possivelmente um pouco cínicas devido à experiência vivida, que de fato curte a cultura dos encontros sexuais casuais e gosta de viver em uma época em que a monogamia não é necessariamente a regra generalizada.
Mas acredito no grande amor, porque já tive isso.
Já tive aquele amor imenso. O amor que consome tudo. O amor do tipo "não acredito que isto existe na esfera física deste planeta".
O tipo de amor que explode em um fogo incontrolável, depois vira brasas ardentes e continua a arder quentinho e confortável por anos. O tipo de amor sobre o qual se escrevem romances e compõem sinfonias. O tipo de amor que lhe ensina mais do que você jamais pensou que pudesse aprender e lhe devolve infinitamente mais do que tira de você.
É o amor do tipo "o grande amor de sua vida".
E acredita em mim, esse amor funciona assim:
Se você tem sorte, você conhece o amor de sua vida. Você tem a chance de ficar com ele, aprender com ele, entregar-se inteiramente a ele e deixar que sua influência o transforme de maneiras insondáveis. É uma experiência diferente de qualquer outra coisa que podemos ter neste mundo.
Mas o que os contos de fadas não nos dizem é o seguinte: às vezes conhecemos o amor de nossa vida, mas não podemos ficar com ele.
Não podemos nos casar com a pessoa, passar nossa vida ao seu lado, segurar sua mão no seu leito de morte depois de uma vida vivida bem e vivida juntos.
Nem sempre conseguimos ficar com o amor de nossa vida, porque, no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve diferenças irreparáveis, não triunfa sobre doenças, não lança uma ponte sobre divergências religiosas e não nos salva de nós mesmos quando nos corrompemos.
Nem sempre conseguimos ficar com o amor de nossa vida, porque às vezes o amor não é tudo que existe.
Às vezes você quer uma casinha no campo com três filhos e ele quer uma vida profissional agitada na cidade. Às vezes você tem um mundão inteiro para explorar e ele tem medo de sair de seu próprio quintal. Às vezes você tem sonhos maiores que os de seu amor.
Às vezes a coisa mais generosa e amorosa que você pode fazer é deixar seu amor ir embora.
Outras vezes, você não tem escolha.
Mas há outra coisa que as pessoas não lhe dizem sobre encontrar o grande amor de sua vida: o fato de você não passar o resto de sua vida com essa pessoa não diminui a importância dela.
Algumas pessoas você pode amar mais em um ano do que poderia amar outras pessoas em 50 anos. Algumas pessoas podem lhe ensinar mais em um único dia que outras poderiam lhe ensinar durante uma vida inteira.
Algumas pessoas entram em nossa vida apenas por um período específico, mas têm um impacto que ninguém mais jamais poderá igualar ou substituir.
E como podemos deixar de chamar essas pessoas de qualquer outra coisa senão o grande amor de nossa vida?
Quem somos nós para minimizar sua importância, reescrever suas memórias, alterar as maneiras em que elas nos mudaram para melhor, apenas porque acabamos seguindo caminhos diferentes?
Quem somos nós para decidir que precisamos a todo custo substituí-las - encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que possamos agarrar por toda a vida?
Quem sabe devemos simplesmente sentir gratidão por termos podido conhecer essa pessoa, em primeiro lugar.
Por ter tido a oportunidade de amá-la. Ter podido aprender com ela. Porque nossas vidas puderam crescer e florescer porque a conhecemos.
Conhecer o grande amor de sua vida e deixá-lo ir embora não precisa ser a maior tragédia de sua vida.
Se você permitir, pode ser sua maior bênção.
Afinal, algumas pessoas nunca chegam a conhecer seu grande amor.

24 de dezembro de 2016

24 Ensinamentos que 2016 me deu (o 11 é o mais importante)

2016 foi um ano de muita turbulência, onde muitas coisas aconteceram. Para os que acreditam em astrologia, esse ano foi um ano de encerramento, de muitos términos, onde muitos ciclos se acabaram, o que trouxe muitas coisas ruins, mas também muitas coisas boas. Eu sempre acreditei no poder da mudança. Acho que mudanças são extremamente importantes na vida de cada um, e que devemos saber apreciá-las e tirar o melhor de cada uma delas. 2016 foi um ano de muitas mudanças para mim, e com tudo isso eu aprendi muita coisa que com certeza levarei pros anos seguintes. 



 24 coisas que 2016 me ensinou: 

1. As pessoas são temporárias nas nossas vidas. Todas. E todas se vão exatamente no momento que deveriam ter ido. Não adianta chorar nem reclamar, se é o momento delas irem embora, elas vão. 
2. Crescer, muitas vezes, significa se sentir sozinho. 
3. As pessoas que você tem ao seu redor têm um impacto direto em como você se sente. Se elas não estão te fazendo bem, por que continuar ao lado delas? 
4. Pessoas que você nunca imaginaria que sairiam da sua vida, na maioria das vezes saem. E não tem problema. 
5. A sua felicidade deve vir sempre em primeiro lugar. 
6. Ajudar os outros te faz crescer como pessoa. 
7. Você nunca conhece alguém tão bem quanto você pensa que conhece. E saber disso é o primeiro passo para não se decepcionar. 
8. Os problemas do mundo não são seus pra você carregar nas costas. As injustiças do mundo não são culpa sua. Trabalhe para melhorá-los, mas não se culpe se não conseguir. 
9. As vezes você vai sentir falta de pessoas que te machucaram. Não tem problema. Isso significa que elas foram importantes na sua vida e que você soube amá-las. 
10. Aprenda a perdoar. 
11. Você vai crescer, e você vai se distanciar cada vez mais da pessoa que você já foi um dia. Certifique-se que você está se distanciando na direção certa. 
12. 365 dias podem mudar muita coisa. 
13. Lutar pelo o que você acredita vai te trazer muita dor de cabeça e muita decepção, mas é extremamente necessário. Não desista. 
14. Não se compare com os outros. A vida não deveria ser uma grande competição entre quem é mais bem sucedido, bonito ou popular. Cada pessoa tem seu brilho próprio. O sucesso de uma pessoa não significa o seu fracasso. 
15. Gaste o dinheiro que você ganha com experiências, não com coisas materiais. 
16. Não ponha a sua felicidade nas mãos de outras pessoas. Elas vão derrubar. Elas sempre derrubam. 
17. Aprenda a admitir que está errado, quando estiver. 
18. Tente não se preocupar com o que os outros pensam de você. Se conseguir, me conte como. 
19. SE IMPONHA. Não tolere o desrespeito e não tenha medo de dizer o que você pensa. 
20. Se informe antes de opinar sobre qualquer assunto. O mundo não precisa da sua opinião em todos os assuntos. 
21. Não importa o que você faça ou diga, as pessoas vão sempre acreditar no que elas querem acreditar. 
22. Aprenda a escolher as suas batalhas. Existem coisas que simplesmente não valem a pena. 
23. Não desista, tem sempre alguém se inspirando em você. 
24. Comece hoje aquele projeto que você tem em mente, ou comece a aprender a tocar aquele instrumento que você sempre quis, ou aquele idioma que você sempre quis falar, ou comece hoje a juntar dinheiro pra aquela viagem que você sempre quis fazer. Daqui a um ano você vai desejar ter começado agora. 


 Feliz 2017!

18 de novembro de 2015

Entrando para a grade!


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Histórias de casa: este apartamento celebra o jeito de viver urbano


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Hoje em dia espaço não é problema para a designer de acessórios Andreza Magalhães e para seu marido, Ildefonso Abad, porém eles sabem muito bem o que é viver em poucos metros quadrados. Antes de conseguir comprar um apartamento com jeitinho de loft em Pinheiros, o casal dividiu os cômodos apertados de um imóvel com apenas 44m² que ficava na mesma região. Ao todo foram quatro anos (muito felizes, diga-se de passagem) nesse primeiro endereço até que os dois sentiram que era hora de encontrar um lugar maior para receber os amigos e a família com mais conforto.
Nessa mesma época, Drê e Sito, como são conhecidos pelos mais chegados, descobriram um prédio surpreendente e charmoso durante um passeio de bicicleta pelo bairro. A rua tranquila, as árvores ao redor e a fachada original, que os fez lembrar as construções de Greenwich Village, em Nova York, os conquistaram logo de cara, mas havia um pequeno problema: aqueles apês provavelmente estariam muito acima do orçamento do casal. Após um tempo criando coragem eles resolveram arriscar e começaram a investigar valores. A primeira negociação não vingou porque o proprietário estava irredutível no preço, porém a sorte logo lhes sorriu novamente quando outro apartamento foi colocado à venda alguns andares abaixo. Dessa vez as coisas dariam certo!
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O lado de fora estava dentro das expectativas, mas a parte interna do apê precisou passar por diversas alterações até ficar da forma como Drê e Sito sonhavam. Talvez a mudança mais significativa tenha sido o deslocamento da cozinha, que deixou a área social para ocupar o antigo quarto de empregada. Integrada à sala através de uma porta de correr, ela não é a protagonista do espaço, porém também foi desenhada com carinho e sem dúvidas torna a rotina dos moradores mais prática. Graças à nova disposição, o casal pôde criar uma enorme mesa de jantar na entrada da casa – o que deixa bem claro que “quanto mais amigos, melhor”.
Com gostos parecidos, Andreza e Ildefonso já sabiam que queriam uma decoração urbana inspirada na estética dos lofts, tanto que as tão famosas casinhas de vila nunca os atraíram: “O modo de vida que um loft propõe combina perfeitamente com o que consideramos ideal para nós”, comenta ela. Além dos ambientes abertos e bem iluminados, outro fator que reforça esse clima são os revestimentos. A ideia dos moradores era ter paredes de tijolinho, mas como o prédio foi erguido recentemente eles tiveram que comprar modelos usados e aplicá-los sobre a alvenaria existente. Por um tempo o acabamento foi mantido em seu tom natural, no entanto atualmente ele se alterna entre preto e branco.
O trecho em preto fica próximo à cozinha e também é o local onde o ar-condicionado foi fixado. Originalmente branco, o modelo ganhava um destaque desnecessário sobre o fundo escuro, então a alternativa encontrada pelo casal foi desmontar o aparelho e pintar sua parte externa com tinta automotiva. Apesar do trabalho, eles amam o resultado. E olha que podemos dizer o mesmo do piso de madeira de demolição. Andreza brinca que sua instalação causou uma verdadeira revolução no condomínio: “Era serragem caindo pelas janelas, pelo vão do elevador, por todos os cantos. Quase fomos expulsos antes mesmo de nos mudarmos!”.
Desde 2008, quando Drê e Sito passaram a ocupar esse endereço, outras transformações vieram – principalmente após a chegada de Nina, a filha do casal, mas esse já é um assunto para o Capítulo 2 da história.
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Ao contrário do que acontece com muitos casais – onde a mulher resolve a decoração praticamente sozinha – o apartamento de Drê e Sito tem a personalidade dos dois estampada em cada canto. Ele, aliás, é apaixonado pelo tema, do tipo que vasculha a internet frequentemente atrás de inspirações. Além de sempre pesquisar quais são as melhores lojas e museus relacionados ao assunto, sua participação nas escolhas do apê é enorme. Já que seu emprego não envolve criatividade, Ildefonso aproveita para extravasar a imaginação na própria casa e às vezes até arrisca um projetinho faça você mesmo.
Apesar do olhar treinado para o design, os moradores são guiados pela emoção. Pouco importa se uma peça é nova, velha, cara ou barata, o que vale mesmo é o quanto ela “mexe” com eles e o que pode traduzir. Tanto que a maioria dos móveis foi comprada por ocasião, enquanto os dois garimpavam por aí sem saber ao certo se uma coisa iria combinar com a outra. Como os itens antigos foram vendidos junto com o apêzinho em que o casal morava antes, eles puderam começar tudo do zero – apenas o sofá foi reaproveitado após uma reforma e a troca do revestimento. “O bom da nossa casa é que não nos guiamos por regras. O buffet que hoje está na frente da parede de tijolinhos pretos, por exemplo, era o trocador da Nina quando ela era bebê. Já o compramos pensando em reutilizá-lo um dia.”, conta a designer.
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Bem no coração de Pinheiros, onde tudo pode ser feito a pé ou de bicicleta, Andreza, Ildefonso e Nina se divertem no apartamento leve e despojado, onde o lúdico sempre tem vez e as transformações são constantes – desapegados, eles mudam as coisas sempre que sentem vontade ou necessidade de mudar. A parede principal da sala, cheia de lembranças e pequenos achados, é uma das provas mais nítidas disso.
Quase como se tivesse vida própria, o apê tem cheiros, barulhos e cores peculiares: é a música constante de fundo, o cheirinho de café que se espalha pela sala, as risadas de uma criança que está descobrindo o mundo, os estalos das tábuas no piso, a máquina de escrever que fez parte do casamento, as criações da moradora espalhadas pelos ambientes… O que realmente traz aquela sensação acolhedora de lar é o conjunto da obra.

Fonte: http://historiasdecasa.com.br/2015/07/06/sangue-urbano-capitulo-1/

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